SushiSwap e SUSHI: guia completo do projeto cripto que agitou o mercado DeFi em 2020

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EM RESUMO
  • Uma rápida expansão deu origem a uma série de oportunidades de farming de rendimentos para investidores que desejam ganhar juros sobre seus criptoativos

  • Uma da exchanges descentralizadas mais populares do ano foi a Uniswap, que fornece mercado automatizado para trade de tokens

  • Os farmers DeFi correram ao SushiSwap por melhores retornos do que o Uniswap, de o conceito germinou

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As finanças descentralizadas cresceram a partir de tímidos menos de US$ 700 milhões em valor total bloqueado (TVL) em todas as plataformas em janeiro de 2020. Hoje, o DeFi compreende um ecossistema próspero de mais de US$ 10 bilhões em TVL em setembro do mesmo ano.



Essa rápida expansão de mais de 1.300% deu origem a várias oportunidades de cultivo de rendimento (yield farming), ou fornecimento de liquidez, para investidores que desejam ganhar juros sobre seus ativos cripto. Também resultou no nascimento de uma série de exchanges descentralizadas (DEX), onde os traders podem negociar tokens na modalidade P2P sem nenhuma corporação recebendo spreads ou comissões.

A natureza e o ethos de muitos desses protocolos DeFi naturalmente rendem projetos com código aberto. Isso permite que qualquer pessoa acesse seus contratos inteligentes e faça fork da plataforma. O simplesmente faça uma completa clonagem e lance sua própria versão.



Um dos DEXes mais populares do ano foi o Uniswap, que fornece um criador de mercado automatizado (AMM) para facilitação de trade de tokens. O sucesso foi tamanho que sofreu fork em agosto para criar o SushiSwap. E ela, por sua vez, conseguiu sugar liquidez nas semanas seguintes.

Entendendo o Uniswap

Para entender o que é SushiSwap e como funciona, você deve ter algum conhecimento sobre o Uniswap. A Uniswap usa um AMM que funciona com equações algorítmicas para calcular dinamicamente as taxas de trade dependendo da oferta do token, da demanda e da liquidez na plataforma.

Os usuários também podem fornecer liquidez à plataforma para ganhar uma parte das taxas de trade de 0,3%. No entanto, essas recompensas podem ser rapidamente diluídas quando as baleias também entram na piscina com seus estoques pesados de criptomoedas.

O SushiSwap teve como objetivo melhorar isso, oferecendo mais do que apenas uma redução nas taxas de negociação. Também ofereceu um token nativo chamado SUSHI para incentivar os provedores de liquidez. Na época, o Uniswap ainda não havia lançado seu próprio token nativo, UNI.

Breve história do SushiSwap

O SushiSwap começou a ganhar impulso por volta de 28 de agosto. Foi quando o crypto twitter despertou para a ideia de usar os tokens do provedores de liquidez do Uniswap para depositar em um fork que oferecia retornos muito maiores. Na época, alguns especialistas do setor denominaram a estratégia “mineração de vampírica”.

anúncio inicial explicando como funcionaria o SushiSwap foi publicado em 26 de agosto. No entanto, foi removido após uma bomba que cairia nas próximas semanas. A versão revisada desse anúncio foi publicada em 9 de setembro.

O “clone DeFi” inicialmente ofereceu três pools de liquidez (SUSHI/ETH, USDT/ETH, USDC/ETH, usando tokens UNI-V2 LP). No fechamento da matéria, eles já foram expandidos para 19 pools. Ao contrário do Uniswap, os provedores de liquidez podem continuar a receber uma parte das taxas do protocolo, acumulada no SUSHI, mesmo que decidam deixar de participar da oferta de liquidez.

Nas primeiras duas semanas, cada bloco gerou recompensa de 10 vezes, ou 1.000 tokens SUSHI. O pool SUSHI/ETH recebeu ainda um multiplicador que dobrava o prêmio para estimular mais liquidez. Além disso, uma taxa de 0,25% foi diretamente para os provedores de liquidez ativos, enquanto os 0,05% restantes foram convertidos de volta para o SUSHI e distribuídos aos donos dos tokens.

O grande plano era pegar toda essa liquidez e migrá-la para sua própria plataforma após o término das duas semanas. Funcionou, e o SushiSwap conseguiu acumular mais de US$ 1,2 bilhão em liquidez nos dias seguintes.

Na terça-feira, 1º de setembro, aqueles tokens SUSHI “inúteis” haviam aumentado do nada para mais de US$ 11 em apenas quatro dias. O frenesi do farming estava havia começado. A transferência de liquidez drenou o equivalente a cerca de 80% do Uniswap. Tudo aconteceu em apenas 96 horas após o lançamento dos prêmios SUSHI.

Criador anônimo

A equipe por trás do SushiSwap era anônima, com o protocolo operado por um pseudônimo chamado “Chef Nomi”. Esse foi o início dos problemas, pois a carteira administrativa com muitos fundos estava sob o controle do fundador anônimo, conforme observado por especialistas do setor na época.

Em 6 de setembro, Chef Nomi vendeu US $ 8 milhões em tokens SUSHI, fazendo com que o preço da moeda despencasse. Muitos na indústria disseram de forma um tanto exagerada “Eu avisei”, mas o Chef Nomi alegou inocência na época. Ele disse que não queria enganar ninguém e que os fundos foram legitimamente acumulados por meio da alocação de 10% para desenvolvedores. Isso não ajudou os donos do SUSHI, que avistavam um prejuízo de 50%.

Em 7 de setembro, o Chef Nomi entregou o controle do projeto ao CEO da exchange de derivativos FTX, Sam Bankman-Fried (SBF). O novo “chef” implantou uma carteira com múltiplas assinaturas nos contratos inteligentes do SushiSwap, transferindo o controle para as mãos da comunidade. O que acabou acontecendo foi que várias baleias do SUSHI ganharam o controle do protocolo por meio de uma votação de governança fortemente voltada para os maiores investidores.

Um relatório da firma de análise de blockchain Glassnode publicado em 8 de setembro mergulhou na economia tokenizada do SushiSwap. A conclusão foi de que o projeto estava supervalorizado e precisaria de volumes de negociação monumentais para justificar as recompensas pagas e os preços dos tokens. Uma semana depois de seu pico vertiginoso, os preços do SUSHI caíram cerca de 80%, para US $ 2,20. Da mesma forma, a confiança no projeto estava diminuindo.

US$ 1,2 bilhão do Uniswap

Em 10 de setembro, pouco menos de duas semanas após seu lançamento , ela migrou com sucesso do Uniswap levando consigo mais de um bilhão de dólares em liquidez. Para atrair os provedores de liquidez a manterem suas garantias na nova versão, o CEO jogou dois milhões de tokens SUSHI adicionais no pote para serem divididos entre os farmers. Outra vez, o incentivo claramente teve o efeito desejado. O site e a interface do usuário foram relançados como sushiswapclassic.org. Além disso, surgiu um novo painel de análise chamado sushiswap.vision.

Mais de US$ 1,2 bilhão havia deixado o Uniswap, reduzindo seu TVL para cerca de US$ 350 milhões. Sendo justo, é preciso observar que apenas retornava ao mesmo nível de antes da euforia com o SushiSwap decolar.

Em 11 de setembro, o Chef Nomi original se desculpou publicamente, declarando que havia devolvido $ 14 milhões em ETH ao tesouro. Ele disse ainda que queria deixar a comunidade decidir quanto ele merecia como criador original.

A saga SushiSwap lembra um pouco o boom da Oferta Inicial de Moedas (ICO). Foi um tempo em que projetos desconhecidos, mas muito exagerados, foram levados à estratosfera por traders que só visavam lucro. No mundo DeFi, eles são chamados de “degens”, em referência a farmers degenerados. Bankman-Fried afirmou que suas intenções são puramente altruístas. Ele ainda garantiu que o protocolo deveria permanecer nas mãos da comunidade, e não na dos chefs.

Em 23 de setembro, os preços dos tokens SUSHI caíram para US $ 1,27 e a liquidez na plataforma, e seus vários pools caíram para cerca de US $ 450 milhões. Foi a vez da Uniswap contra-atacar.

Uniswap Contra Ataca

Aparentemente a principal razão pela qual os farmers DeFi migrarem para o SushiSwap foi a oferta de melhores retornos do que o Uniswap. Dessa maneira, o Uniswap, que originou o conceito, precisava de seu próprio token nativo. Foi então que, em 17 de setembro, o UNI foi anunciado, causando a maior empolgação do ano e paralisando a rede Ethereum no meio tempo.

Os caçadores de rendimentos DeFi voltaram ao Uniswap para requisitar sua parcela do airdrop de 15 milhões de tokens. Além disso, eles voltavam para participar dos quatro pools de liquidez baseados em ETH que ofereceriam recompensas simbólicas por dois meses.

O valor total bloqueado no Uniswap subiu para quase US$ 2 bilhões. Dessa forma, a plataforma passava de novo a impossibilitar a sobrevivência do SushiSwap e qualquer outro protocolo DeFi sem as mesmas promessas de lucro. Essa nova categoria de “farmers degenerados” é um grupo instável com modus operandi baseado no salto de rendimento. Há, portanto, muito pouca lealdade a qualquer plataforma em particular.

Como usar o SushiSwap

Depositar liquidez em pools SushiSwap é muito semelhante a usar o Uniswap. Para prosseguir, basta conectar uma carteira de criptomoedas como a Metamask. Na site oficial, o usuário deve clicar em “See the menu” para ver as fazendas, ou pools de liquidez, disponíveis e seus retornos anuais projetados.

Assim que um pool for selecionado, você precisará aprovar o SLP, que é o token do provedor de liquidez para o pool. Esses tokens representam uma parte proporcional dos ativos agrupados, permitindo que um usuário recupere seus fundos a qualquer momento.

Haverá uma taxa de transação de rede associada a isso. Assim que essa etapa for concluída, é preciso escolher os dois criptoativos para adicionar ao pool. Novamente, a tarefa incorrerá em outra taxa.

Uma vez depositados, os ganhos no SUSHI serão exibidos junto com quaisquer outros ganhos dependendo do pool. Fazer staking também é uma opção no chamado “Sushi Bar”. No entanto, os tokens devem ser convertidos para xSushi primeiro. Assim como no Uniswap, uma taxa de 0,3% é cobrada para trades, ou token swaps. Desses, 0,05% são adicionados ao pool do SushiBar.

Os provedores de liquidez para os pools relativos que fazem parte do setor trade do protocolo ganham 0,25% dessa taxa.

O que vem pela frente para o Sushiswap

última postagem no blog do SushiSwap no fechamento da matéria reconhece que simplesmente “copiar a receita” não é suficiente. Seria, portanto, necessário desenvolver novos recursos e ferramentas para se tornar “a melhor DEX”.

Algumas das atualizações previstas incluem suporte a mais idiomas (uma das mencionadas especificamente é o chinês). Além disso, a equipe prepara suporte para celulares, trade com limite e stop-loss e histórico de lucros e perdas. Colheita aprimorada e correções de bugs em geral também estão no horizonte.

O post também acrescentou que o objetivo é competir em ativos de cauda longa, chamados de “gems”, que estão sendo implantados no Uniswap. Também buscam evitar spam e tokens falsos. Por fim, há uma especificação de governança com muitos ajustes para descentralizar ainda mais o protocolo.

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Martin escreve sobre segurança cibernética e tecnologia de informação há duas décadas. Ele tem experiência anterior de trade e cobre ativamente a indústria de blockchain e cripto desde 2017.

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