• Economista disse que a teoria criada em 2016 mostra que o dólar vai se fortalecer.
  • Ativos americanos continuam tendo os menores riscos.
  • Endividamento do mundo em dólar vai fazer a moeda americana se valorizar.

Desde o início da pandemia do Covid-19, o FED anunciou diversas medidas para injetar liquidez no mercado norte-americano. Até então foram mais de 1,5 trilhão de dólares injetados no mercado.

As medidas adotadas pelo Federal Reserve impactaram os economistas e criaram a sensação de que o banco central dos EUA possuem dinheiro infinito.

Muitas pessoas acreditaram que essa impressão desenfreada de dinheiro poderia levar a uma desvalorização da moeda americana. Segundo o economista Fernando Ulrich, isso não deve acontecer.

Em um vídeo publicado hoje (19) no seu canal do youtube, Ulrich diz que a teoria do milkshake prova que o dólar vai continuar se valorizando.

Teoria do milkshake

Esta teoria ganhou força em 2016, quando o FED começou a restringir a liquidez de dólar.

Nesta época, os bancos centrais do mundo estavam injetando dólares, ienes, yuans e euros nas economias, formando um grande milkshake monetário. Quando os EUA começaram a tomar o dinheiro do mercado em troca de títulos, ele trocou a seringa por um canudo.

Ou seja, parou de injetar dólares na economia e passou a sugar dólares de todos os outros.

Isso causou um fortalecimento do dólar em comparação as outras moedas do mundo, fazendo com que a moeda americana se valorizasse em 10%.

Liquidez recorde e valorização?

Desde a eleição de Trump o FED anunciou uma mudança de postura. O que levou muitos a acreditar que, principalmente com as medidas para injetar liquidez

iniciadas em março, o dólar fosse perder o seu título de moeda mais poderosa do mundo.

Porém, para Ulrich, o que está acontecendo agora no cenário econômico, principalmente desde o início da pandemia, que fez com que as economias que já vinham desacelerando piorassem muito mais, fizessem com que os EUA fosse percebido ainda mais como um porto seguro para todos os tipos de ativos.

Essa percepção fez com que a liquidez migrasse para os EUA.

Isso se deve não só ao fato dos ativos em dólares serem menos propícios aos riscos, mas também à profundidade do mercado em dólar, que faz com que a liquidez da moeda seja maior e que trade em grandes volumes não impactem muito os preços.

Ulrich diz que isso vai fazer com que o dólar e, concomitantemente, as ações americanas se fortaleçam ainda mais, o que vai gerar uma demanda ainda maior pela moeda americana.

Em um cenário onde várias moedas estão depreciadas e o mundo está endividado em dólar, a moeda americana vai se valorizar cada vez mais.

Airí de Paula

Mercadóloga, mestra em estratégia e estudiosa do mercado financeiro. Entusiasta do Bitcoin, começou a escrever sobre criptomoedas em 2017 e nunca mais parou. Atualmente é colaboradora do portal BeInCrypto.

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