A fabricante de carros elétricos Tesla atua em um mercado muito diverso das criptomoedas, mas um economista vê uma forte similaridade entre a empresa de Elon Musk e o Bitcoin.

O argumento considera o comportamento das ações da companhia americana na bolsa Nasdaq. Segundo o macroeconomista Julian Brigden, o movimento dos papeis da Tesla remonta algo que o BTC já viveu no passado.

Para o fundador da consultoria Macro Intelligence, os ativos passaram por uma mudança muito parecida entre investidores. “Não é sobre valor de mercado, é sobre a transição da ganância para o medo”, pontuou.

Brigden se refere à forte curva de valorização das ações da Tesla nos últimos meses. O ativo passou por um rali que começou em março, quando o preço era pouco mais de US$ 72. A subida foi constante nos meses seguintes e se destacou nas máximas históricas atingidas pela Nasdaq recentemente.

O crescimento foi até 1º de setembro, um dia após ter fechado em quase US$ 500. Desde então, as ações despencaram. No dia 4, os papeis já valiam menos de US$ 330, em desvalorização de cerca de 34%.

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Tesla se parece com Bitcoin em 2017

Segundo o economista, a curva diária da Tesla é muito similar ao rompimento semanal do Bitcoin de 2016 a 2019. Ele justificou a comparação com métricas desalinhadas porque os ativos são diferentes e a relação direta seria injusta.

Para Brigden, o principal seria ter em mente que são dois casos de bolha, mas permeadas por uma história atrativa.

O que define uma bolha? Uma boa história é essencial. Na verdade, quanto melhor for a história, maior será a bolha. Então, [vem] muita liquidez e, finalmente, um gráfico clássico de bolha. Um exemplo é o Bitcoin em 2017. Na Tesla temos todos os três [elementos].

O analista diz que o crescimento da Tesla não tem comparação com qualquer outra subida repentina no mercado de ações. A bolha do Bitcoin, portanto, surgiu como a referência perfeita.

O ativo não é importante. Operar em uma bolha envolve psicologia comercial. Na fase parabólica, que vimos na Tesla, tudo gira em torno da ganância. No fracasso, onde podemos estar entrando, o que move é o medo.

Brigden fez o comentário na última quinta-feira (10), quando as ações da fabricante já haviam recuperado cerca de 12% para US$ 370. Nesta segunda-feira (14), a TSLA abriu em alta de quase 9% e já é negociada a US$ 405 às 15h12.

Por outro lado, o Bitcoin só voltou a subir 9 dias após a máxima de 17 de dezembro de 2017. Em 6 de janeiro de 2018, voltava a US$ 17.000. No entanto, foi a última vez que o BTC atingiu esse preço.