Token brasileiro quer atrair R$ 245 bi de empresas preocupadas com aquecimento global

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EM RESUMO
  • Brasil pode lucrar bilhões no mercado de crédito de carbono

  • Startup que tokeniza créditos de carbono almeja atrair R$ 245 bi

  • Empresas preocupadas com aquecimento global são as principais compradoras

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Enquanto as preocupações sobre a emissão de carbono cresce no mundo todo, as florestas brasileiras têm potencial de atrair investimentos de R$ 245 bi em menos de uma década.

Uma empresa do Brasil já se adiantou para conquistar esse mercado ainda pouco explorado no país: a venda de créditos de carbono.



A startup Moss permite que qualquer pessoa ou empresa do mundo compre crédito de carbono das florestas brasileiras através de tokens. Ou seja, ativos digitais que podem representar qualquer coisa. Nesse caso, os tokens correspondem a créditos de carbono.



Através da mesma tecnologia blockchain das criptomoedas, como o bitcoin, a Moss possibilita que compradores tenham acesso a créditos de carbono das florestas aqui do Brasil. Dessa maneira, cada unidade do token equivale à 1 tonelada de carbono.

À Exame, o criador da Moss, Luis Felipe Adaime, afirma que o potencial do Brasil é tão grande que nós somos a “Arábia Saudita” do carbono. De acordo com Adaime, a venda de créditos de carbono pode render ao país uma média de 245 bilhões de reais.

Brasil pode se tornar o maior fornecedor de carbono

Para chegar a essa estimativa, o empresário calcula a expectativa do preço do carbono e o potencial florestal do país capaz de ser certificado.

São 5 milhões de toneladas de carbono certificados por ano no Brasil. No entanto, ele indica que esse número pode subir para 1,5 bilhão de toneladas. Levando em conta que o preço atual por tonelada de carbono é 30 dólares, segundo o mercado regulado europeu, o Brasil pode atrair 45 bilhões de dólares em menos de uma década.

Conforme Adaime, esse número pode ser ainda maior. Uma vez que para alcançar as metas ambientais, o preço por tonelada de carbono deveria ser 100 dólares.

Se considerar o valor em carbono presente em todas as florestas do mundo, chegava a 1,6 trilhão de dólares. Nesse cenário onde o Brasil detém quase 40% de todas as florestas tropicais do mundo, o país tem grandes chances de conquistar bilhões desse mercado.

Créditos de carbono diminuem poluição

O apelo global que esse token brasileiro pode ter é gigantesco. Isso porque cada vez mais as corporações do mundo buscam formas de ser mais ‘amigáveis’ com o meio ambiente.

Nesse mercado, uma empresa compra créditos de carbono como forma de compensar aqueles emitidos por ela.

 

Seja por livre iniciativa ou por pressão de reguladores, essas empresas tentam minimizar os danos causados por suas produções.

Gigantes do mercado como Amazon, Unilever, Delta Airlines, Microsoft se declaram comprometidas com a descarbonização. Eles afirmam que vão compensar 163 milhões de toneladas de carbono.

De acordo com Adaime, essas empresas podem ser obrigadas, por lei, a zerar suas emissões de carbono.

“Elas estão antecipando um cenário regulatório que, acredito, virá. É isso que está faltando para reduzir as emissões: poder de polícia.”

Dessa tal modo a atingir essas metas, as grandes corporações globais precisam comprar créditos de carbono de florestas preservadas. Nesse quesito, poucos são os países que podem bater de frente com o Brasil.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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