• Cliente espera receber suas criptomoedas pela justiça, através de uma transferência para o Mercado Bitcoin.

O Bitcoin é utilizado como forma de investimento por pessoas que decidiram apostar suas economias na criptomoeda. Mesmo com uma volatilidade no preço, muitos são atraídos para esse mercado em busca de ganhar dinheiro.

Nada vem fácil” e essa história todo mundo já conhece. No entanto, realmente existem relatos de investidores que ficaram milionários. Porém, o que não falta também são os casos de golpes, onde usuários foram enganados por empresas fraudulentas.

Essa é a realidade de uma investidora de Brasília – DF, por exemplo. Ela apostou o dinheiro que tinha em Bitcoin e entregou sua fração da criptomoeda ao Atlas Quantum.

Desde o dia 4 de setembro de 2019 ela espera que a empresa cumpra com sua solicitação de saque pendente. Ou seja, são quase seis meses aguardando por isso. Recentemente o negócio entrou em manutenção e publicou um comunicado no Facebook.

Desempregada investiu em Bitcoin

A história da cliente do Atlas Quantum é contada em um processo na Justiça de Brasília – DF. Informações iniciais sobre o caso mostram que ela está atualmente desempregada.

Sem um trabalho, o dinheiro investido em Bitcoin no Atlas Quantum poderia fazer uma enorme diferença atualmente para ela. A condição de desempregada também serviu para a concessão do pedido de justiça gratuita.

A cliente fala que é uma “investidora não profissional”, ao solicitar o resgate do saldo em criptomoedas à justiça. Ela ainda explica no processo que sua fração de Bitcoin estava sendo custodiada pela plataforma de arbitragem até os problemas com saques começarem.

“(A agravante) aduz que negocia e mantém a custódia de seus ativos digitais na plataforma agravada, Atlas Serviços em Ativos Digitais LTDA.”

Investidora do Atlas Quantum tem bebê

A ação judicial movimentada por uma cliente do Atlas Quantum revela como a empresa pode impactar uma família. Pessoas que confiaram na plataforma estão sem poder sacar Bitcoin, com economias que podem pertencer a uma vida inteira.

A mulher de Brasília – DF que processa o negócio está sem trabalho e precisa de “sustentar” sua família. Na ação ela conta que teve um bebê recentemente e por isso pede que seu depósito seja atendido.

Com gastos com a maternidade, ela tentou solicitar ao Atlas Quantum que devolva sua fração em Bitcoin que ali possui. No total, essa quantia corresponde a 0,5680336 (BTC). Ou ainda, R$ 18.229,33, de acordo com a cotação adotada para a criptomoeda no processo judicial.

“Necessita dos valores investidos, porque está desempregada e com uma filha recém nascida para sustentar.”

Depósito no Mercado Bitcoin

Inicialmente a mãe do Atlas Quantum requisita que a empresa transfira suas criptomoedas para uma exchange brasileira. Essa é a esperança dela, em conseguir reaver o seu saldo de forma “amigável”.

Na solicitação à justiça, a fração em Bitcoin deve ser encaminhada para um endereço que pertence ao Mercado Bitcoin. Naquela corretora de criptomoedas ela poderá vender o saldo em busca de recuperar o dinheiro investido.

Essa seria a alternativa mais viável para a investidora, que está desempregada e que precisa daquele dinheiro. Contudo, sem conseguir o depósito de forma voluntária, coube então um pedido de arresto de bens para esse caso.

Assim como inúmeros de clientes da plataforma já fizeram, a cliente de Brasília – DF apresentou a intenção do “sequestro” de bens em nome do Atlas Quantum. Caso o Bitcoin não seja devolvido, mais de R$ 18 mil poderia ser bloqueado em contas do esquema.

Sem conseguir o depósito e ou o bloqueio de bens, a cliente saiu derrotada em duas liminares. No dia 29 de janeiro ela tentou primeiramente pedir que a criptomoeda fosse enviada ao Mercado Bitcoin.

Sem sucesso, o bloqueio de bens também não foi aceito no caso. Em um resultado apresentado nesta terça-feira (11), a usuária clamou para que o caso fosse revisto pela justiça.

Para a surpresa dela, o pedido novamente terminou indeferido. Nem mesmo o agravo de instrumento fez com que a dívida de Bitcoin fosse paga. A investidora ainda pode recorrer da decisão, ou aguardar o julgamento da ação que envolve o Atlas Quantum.

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Paulo José

Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos mais tarde. Já trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas, sendo que atualmente é um dos colaboradores do BeInCrypto.

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