TransferWise sela parceria com Visa e pode trazer cartão multimoeda ao Brasil

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EM RESUMO
  • TransferWise é a primeira cliente de nova solução em nuvem da Visa.

  • Novidade permitirá expandir cartão de multimoeda para o Brasil.

  • TransferWise interrompeu transferências do Brasil em janeiro.

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A TransferWise está mais próxima de lançar sua conta digital com cartão multimoeda no Brasil. Em comunicado enviado à imprensa nesta terça-feira (2), a fintech britânica anuncia acordo com a Visa para uso de uma nova infraestrutura de pagamentos na nuvem. A novidade, dessa forma, permitiria enfim expandir a oferta do cartão que aceita várias moedas e que já existe no exterior.



Por meio de parceria global, a TransferWise irá acessar a Visa Cloud Connect e, assim,  eliminar a necessidade de “investimentos vultosos em conectividade local”. Segundo a empresa, a tecnologia “permitirá a expansão dos cartões de débito da conta multimoeda da TransferWise para algumas regiões, incluindo a América Latina”.

A TransferWise é a primeira cliente da Visa Cloud Connect. Segundo a Visa, a solução está em fase de testes com a fintech e deve estar disponível globalmente para outras empresas em agosto de 2021.



O anúncio vem após a TransferWise interromper conversões de reais para moedas estrangeiras por meio de TED. Desde 15 de janeiro, a fintech só aceita operações por meio de boleto bancário, que demora mais para compensar. A empresa disse que a restrição é temporária, mas não esclareceu se a mudança tem a ver com readequações bancárias no Brasil.

Cartão multimoeda da TransferWise

O cartão multimoedas da TransferWise surgiu em 2018 e permite conectar o mesmo plástico a diversas contas de pagamento com diferentes moedas. Uma mesma pessoa, portanto, pode ter contas em reais, dólares e euros, por exemplo, e usar um único cartão para gastar.

A despesa, por sua vez, pode ser feita em até 55 moedas diferentes com conversão automática pelo TransferWise. Por usar um sistema de recarga em contas espalhadas pelo mundo, a empresa não precisa movimentar o dinheiro pelo canal Swift e, com isso, costuma oferecer taxas menores que as remessas internacionais comuns.

A TransferWise já emitiu mais de 1 milhão de cartões de débito nos EUA e na Europa, entre outros países. No entanto, apesar de operar com o serviço de remessas no Brasil, a empresa ainda não oferece o cartão de débito para clientes que moram no território nacional.

Visa Cloud Connect compete com a Ripple

A Visa Cloud Connect é uma nova plataforma da Visa que promete oferecer conexão segura de outras empresas à rede VisaNet, incluindo criptografia de transações. A ideia é fornecer a solução para companhias do setor de pagamentos que desejam escalar seus serviços sem precisar de grandes investimentos em TI, como é o caso da TransferWise.

A solução compete, por exemplo, com a Ripple, que oferece serviços para reduzir custos de operações de câmbio. No caso da solução cripto, os clientes movem dinheiro pelo mundo por meio de transações com XRP na rede RippleNET.

Os serviços da Ripple, no entanto, não são oferecidos para o consumidor final. Por outro lado, a empresa chegou a anunciar em 2020 um modelo de empréstimo de XRP que poderia, em tese, ajudar a criar novos competidores diretos da TransferWise.

Um desses rivais é a RevoluPAY, fintech que recentemente selou parceria com bancos brasileiros para oferecer serviços de remessas via blockchain no país.

A TransferWise, entretanto, é uma das que mais crescem no segmento liderado por empresas como a Western Union. A TransferWise já conta com 10 milhões de clientes e movimenta US$ 6 bilhões em transações internacionais por mês.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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