UBS Prevê Dólar a R$ 7,35. Será Que Está na Hora de Começarmos a Pensar em Adotar Moedas Descentralizadas?

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EM RESUMO
  • UBS prevê que o dólar pode bater R$ 7,35

  • Essa alta irá acontecer se o governo der sinais de que perdeu o controle sobre os gastos públicos

  • Nesse cenário de incertezas, discutir sobre a adoção de moedas descentralizadas é importante

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A alta do dólar, que chegou a bater impressionantes R$ 5,72 no final da manhã de hoje, foi impulsionada por tensões políticas envolvendo a exoneração do diretor geral da Polícia Federal e a demissão de Sérgio Moro, Ministro da Justiça. Estas incertezas político-econômicas que assolam o país podem nos levar a um cenário muito pior.



Porém, esse cenário que nós estamos vivendo agora vai ser tranquilo se a previsão do UBS se concretizar. O UBS, banco suíço, atualizou suas estimativas para o câmbio brasileiro, a fim de incorporar os impactos da pandemia de coronavírus sobre a economia e as contas públicas. E, se formos comparar, o cenário que estamos vivendo hoje é muito tranquilo em relação com as previsões pessimistas do UBS.



De acordo com a previsão do banco suíço, o dólar poderá fechar 2020 a R$ 5,75 e em 2021 a moeda americana poderá chegar a impressionantes R$ 7,35.

O Pior Está Por Vir?

Segundo o UBS existem 2 principais cenários para o Brasil: o dólar fechar 2020 em R$ 4,95 ou chegar a R$ 7,35 em 2021.

Para que o primeiro cenário aconteça, algumas variáveis devem se alinhar. O Índice DXY precisa recuar e o spread entre títulos brasileiros e americanos, com vencimentos em dois anos, deve cair. Ou seja, o dólar precisa se depreciar frente a outras moedas como o iene e o euro.

Porém, se a crise econômica piorar, e o governo der sinais de que perdeu o controle das contas públicas, o câmbio pode disparar. Vale lembrar também que o Brasil apresenta um dos maiores níveis de endividamento, entre os países emergentes.

Tony Volpon e Fabio Ramos, que assinam o relatório do banco suíço, falam que a questão central é se o Brasil será capaz de retornar, e também fortalecer, os esforços de reforma, diante desta deterioração adicional dos seus fundamentos fiscal e de crescimento.

Vale lembrar também que a demissão do Sérgio Moro pode abalar ainda mais a relação do presidente com o ministro da economia, Paulo Guedes, e isso será mais um empecilho para que as reformas propostas sejam aprovadas.

Está na Hora de Discutirmos Sobre Moedas Descentralizadas?

Dólar batendo recordes atrás de recordes, projeções pessimistas para o PIB e indicativos de até 6% de recessão, Henrique Meirelles pedindo para o Banco Central imprimir dinheiro e previsões desanimadoras sobre a inflação, essa é a realidade brasileira.

Diante desse cenário que parece aterrorizante, será que já não está na hora de começarmos a discutir sobre as moedas descentralizadas?

Neste cenário, onde o governo está tentando realizar medidas atrás de medidas para tentar diminuir a crise, que em grande parte, principalmente nesses últimos dias, está sendo criada por ele mesmo, cabe a nós nos perguntarmos: se uma das prerrogativas do Estado é ser detentor único e intransferível da emissão de moeda e por tal detém esse imenso poder de socializar os prejuízos junto a sociedade, o que aconteceria se esse monopólio fosse quebrado?

E se a emissão de moeda fosse descentralizada e impelida ao mercado, de forma que as moedas mais eficientes se ajustassem a demanda existente?

 

Pode ser uma utopia acreditar que a adoção de uma moeda descentralizada, como o bitcoin, fosse acontecer no Brasil. Andreas Antonopoulos acredita na possibilidade do Bitcoin e das moedas fiduciárias coexistirem. Ainda mais porque existe, do ponto de vista da política econômica, a dúvida sobre qual seria a capacidade para se fazer politíca monetária com uma moeda não controlada, basicamente todos os instrumentos conhecidos atualmente não funcionariam.

Há quem diga que em um país como o Brasil, que possui um longo histórico de agressões e desrespeito à moeda, adotar uma moeda descentralizada, como o bitcoin, seria como refundar todo um sistema.

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Mercadóloga, mestra em estratégia e estudiosa do mercado financeiro. Entusiasta do Bitcoin, começou a escrever sobre criptomoedas em 2017 e nunca mais parou. Atualmente é colaboradora do portal BeInCrypto.

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