Unick: Do Sucesso a Queda da Empresa que Oferecia Lucros com Investimentos em Bitcoin

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Uma das maiores empresas que oferecia investimentos em Bitcoin é a Unick. Acusada de ser uma “pirâmide financeira”, a plataforma conseguiu ter 1,5 milhão de contas ativas antes de sua queda. O feito coloca a Unick entre as maiores empresas que atuam no mercado de criptomoedas do Brasil.

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Contudo, investigações revelam que a Unick era, na verdade, um enorme golpe. Durante o sucesso do esquema, a companhia movimentava mais de R$ 40 milhões em único dia. No entanto, o pagamento de lucros de 2% diário escondia um rombo de R$ 12 bilhões.

Com a prisão de líderes da Unick, a empresa experimenta o declínio dos negócios que eram ofertados de forma irregular no país. Com três avisos da (CVM), a Unick até tentou mudar suas operações, alegando apenas oferecer conteúdo educacional. Essa mudança já marcava o começo do fim dos negócios da empresa que tinha 1.500 unidades de Bitcoin (BTC).

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Líderes da Unick faziam parte de outros negócios com Bitcoin

Existe uma ligação entre esquemas ilícitos que surgem no país com envolvimento em criptomoedas. No caso da Unick, por exemplo, dois de seus maiores líderes “se formaram” em outras plataformas antes de chegar até esta empresa.

Começando por Danter Silva, o diretor de marketing é o rosto mais conhecido por trás de campanhas da plataforma. São centenas de vídeos no Youtube em que Danter aparece para dar algum recado sobre a organização. O empresário também surge em imagens operando Bitcoin em exchanges internacionais.

Antes de ter sua imagem associada a Unick, Danter Silva fez parte da D9 Participações. Considerada também uma “pirâmide financeira”, Danter conseguiu entrar na Unick depois de chamar a atenção de Leidimar Bernardo Lopes.

No caso de Leidimar Bernardo Lopes, sua posição no negócio é a presidência. Enquanto Danter aparecia em muitos vídeos, Leidimar demonstrava ser uma pessoa mais reservada. Os dois seriam as figuras mais conhecidas da Unick Investimentos.

Assim como Danter Silva, Leidimar Lopes “fez escola” em outro negócio fraudulento. Chamada de Phoner, o esquema operava de forma idêntica às atividades da Unick, que teve os dois líderes presos pela Operação Lamanai.

Unick foi criada em 2013

As atividades do grupo da Unick mostram que a organização foi criada em 2013. No próprio site do esquema revela esta data como sendo o lançamento oficial da plataforma. Mas, na verdade, em 2013 a Phoner foi criada por Leidimar Lopes.

Segundo denúncias, as duas empresas utilizam o mesmo CNPJ, onde a Phoner deixou praticamente de existir para dar lugar a Unick. Mas a expansão da Unick atingiu números impressionantes. Se fosse considerada uma exchange, seria uma das maiores do Brasil, tanto em volume de negociação como em contas ativas no esquema.

O declínio total da empresa aconteceu com uma operação policial que prendeu nove líderes da Unick. Antes disso, atrasos com saques e manutenção na plataforma que investia em Bitcoin já elucidava o que estava por vir.

CVM proíbe empresa e líderes são presos

Por três vezes a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) notificou as atividades da Unick Academy. Na última publicação em questão, a organização tinha um prazo para apresentar um termo de conduta onde deveria demonstrar que sua atuação não era ilegal no país.

Nem mesmo uma falsa sede em Belize era o suficiente para garantir o funcionamento dos negócios plenamente. Oferecendo investimentos em Bitcoin no Brasil, a empresa estaria sujeita a (CVM) de qualquer forma.

Além de uma sede fora do país, a Unick tentou criar a Unick Academy, como se sempre estivesse oferecendo apenas conteúdos educacionais e nunca investimentos em criptomoedas.

Como garantia para os negócios, a falácia de um terreno de R$ 750 milhões no interior de Goiás enganava clientes que acreditaram na Unick. O terreno seria a garantia de pagamento para as operações de alto risco, sendo que quem representava este papel de “seguradora” era a S.A. Capital.

A seguradora da Unick revela ainda o terceiro nome entre os líderes mais conhecidos do esquema. Fernando Lusvarghi é advogado e dono da S.A. Capital. O proprietário do negócio que assegurava a Unick tinha jornada dupla, e na empresa acusada de pirâmide financeira Lusvarghi também era diretor jurídico.

Clientes esperam pelo retorno do negócio

O advogado atuava nas duas empresas que deveriam funcionar de forma independente. Também presente em vídeos da Unick sobre o Bitcoin, Fernando Lusvarghi está utilizando tornozeleira eletrônica mediante uma prisão domiciliar.

Com a queda dos principais líderes da organização, clientes esperam para receber saques de Bitcoin em atraso. Além disso, alguns usuários ainda aguardam pelo anúncio do retorno triunfal da Unick.

A esperança sobre o retorno existe e parece não ser afetada pela prisão dos líderes. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MPF) indiciaram quinze pessoas por associação com a plataforma, que ofertava lucros de 60% ao mês com investimentos em Bitcoin.

Você conhece algum investidor que espera pelo retorno da Unick? Comente sobre a queda do negócio e não se esqueça de compartilhar no Twitter.

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