Universidade hackeada paga quase 6 milhões de reais em Bitcoin para não ter dados vazados

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EM RESUMO
  • Hackers começaram pedindo quase o triplo em Bitcoin

  • Segundo Universidade, resgate foi pago devido à importância dos dados

  • Postura é condenada por especialistas em segurança

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Um novo ataque de hackers com uso do ransomware Netwalker extorquiu o equivalente a R$ 5,71 milhões pagos em Bitcoin de uma famosa universidade nos Estados Unidos.



Um grupo invadiu servidores da Universidade da Califórnia em San Francisco e criptografou dados de estudantes. Os criminosos ameaçaram roubar as informações e divulgá-las na web caso não recebessem um pagamento em Bitcoin.

A decisão da Universidade em pagar o resgate vai na contramão da recomendação de especialistas em segurança. O consenso é de que desembolsar o valor pedido encoraja novos ataques, não só contra a mesma vítima como outras da mesma indústria.



A Light, por exemplo, foi uma empresa no Brasil recentemente atacada por ransomware. A concessionário, entretanto, não esclareceu se chegou a pagar o resgate ou não para reestabelecer seus sistemas.

É possível, portanto, que o pagamento desencadeie novos ataques em universidades americanas de mesmo porte. Segundo reportagem da BBC, que acompanhou a negociação, os hackers começaram pedindo US$ 3 milhões, ou R$ 16,2 milhões.

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Hackers dão ‘desconto’ de US$ 1,9 milhões em Bitcoin

O ataque ocorreu em 5 de junho e atingiu computadores da Escola e Medicina. Naquela data, os hackers enviaram uma mensagem aos administradores de rede da Universidade dizendo que poderiam “trabalhar juntos para resolver o incidente”.

O grupo havia divulgado o ataque, mas retirou as informações do ar enquanto iniciava as negociações com a instituição. Um suposto negociador externo contratado para resolver o problema ofereceu uma contraproposta de US$ 780 mil aos US$ 3 milhões em Bitcoin pedidos.

Segundo reproduções da conversa divulgados pela BBC, os hackers não gostaram do valor.

Se nós divulgarmos [os dados em] nosso blog, histórico e informações de estudantes, tenho certeza de que vocês perderão muito mais que o preço que pedimos. Podemos negociar um valor, mas não esse, porque eu considero [a proposta] como um insulto. Guarde os US$ 780 mil para comprar McDonald’s para seus funcionários.

Os hackers, então, reduziram o resgate para US$ 1,5 milhão. No final das contas, aceitaram receber US$ 1,14 milhões, quase US$ 1,9 a menos que a pedida inicial. No dia seguinte, a Universidade transferiu 116,4 BTC referentes ao pagamento para a carteira do grupo.

Dados ‘muito importantes’

A Universidade diz que o pagamento foi feito porque os dados cifrados pelo ransomware eram muito importantes.

Portanto, tomamos a difícil decisão de pagar parte do resgate, aproximadamente US $ 1,14 milhão, aos indivíduos por trás do ataque de malware em troca de uma ferramenta para desbloquear os dados criptografados e o retorno dos dados obtidos.

Logo após o pagamento de Bitcoin, a Universidade acionou o FBI e outras autoridades para iniciar buscas ao grupo.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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