Usina geotermica de El Salvador usa calor do planeta; entenda

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EM RESUMO
  • Tecnologia usada na usina de El Salvador usa calor do planeta.

  • Estas usinas têm alto custo de planejamento.

  • El Salvador usa a eletricidade para minerar criptomoeda.

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Ao anunciar o uso da tecnologia adotada para minerar o ativo virtual, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, argumentou que a usina geotérmica gera energia a partir do calor vindo do interior da Terra, facilitando a utilização da mesma como fonte praticamente inesgotável de energia, além do baixo custo de administração e preços de eletricidade inferiores.

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Uma das desvantagens do uso tecnologia, como a usada em El Salvador, é alto custo de planejamento. Para o diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético e consultor na área de energia elétrica, Roberto Pereira de Araújo,

“Uma usina térmica é basicamente uma grande panela de pressão que usa combustível para esquentar e com o aumento da pressão fazer rodar uma turbina que acoplada a um gerador eletromecânico gera uma corrente elétrica”.

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Ele destaca que “uma geotérmica não precisa de combustível, pois usa o aquecimento do núcleo da Terra para fazer a turbina rodar. Isso faz com que o custo de operação da usina seja baixo”. Por outro lado, ele ressalta que o “custo de operação é só uma parte. O investimento para montar essa usina é bem maior do que o de uma usina térmica tradicional. Cerca de quatro vezes maior.”

Sobre o impacto ambiental Araújo lembra: “Se afeta o meio ambiente, eu tenho uma conta que me faz desconfiar que quase tudo afeta. O volume da atmosfera em relação ao volume da Terra é 0,2% e, desde, a revolução industrial, retiramos coisas do planeta e jogamos nesse gás que é uma casquinha”.

El Salvador faz campanha para compra de Bitcoin

O governo de El Salvador faz uma campanha massiva sobre a valorização da moeda digital no país da América Central, após anunciar uma usina para mineração de Bitcoin.  O presidente Nayib Bukele, publicou um vídeo mostrando os “primeiros passos” de uma instalação de mineração. Nas imagens é possível ver o aparente progresso da usina com funcionários habilitando plataformas de mineração de criptomoedas.

Desde a adoção como moeda legal, no dia 7 de setembro, o ativo vem sofrendo uma nova onda de especulação.  A população local, sem experiência ou conhecimento do mercado acionário, tem negociado criptomoedas, comprando em uma carteira oficial do governo chamado Chivo, que vem pré-carregada com US$ 30 em Bitcoin. O valor equivale a 8% do salário mínimo.

A carteira foi criada com objetivo de facilitar as transações de Bitcoin e tem sido usada basicamente como ferramenta para especulação, uma vez que os usuários compram o ativo por um preço e, quando ele sobe, o convertem em dólar rapidamente. Isto é considerado muito bom em uma das economias mais pobres da América Central.

Na capital do país, San Salvador, gigantes do fast food como Starbucks e McDonald’s, além de supermercados e comércios menores, já aceitam o Bitcoin. Mais de 2 milhões de pessoas, em um país com 6,5 milhões de habitantes , já são usuários do Chivo, de acordo com Bukele.

O diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético, Roberto Pereira de Araújo alerta: “Se o Bitcoin continuar subindo como está, ele pode pagar qualquer custo. Se algum país criar algum impasse para as térmicas tradicionais, pode valer a pena. Mas, hidráulica, eólica e solar ainda são as campeãs de preço baixo”.

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Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 - incluindo a cobertura do último pregão viva voz no Brasil. Coordenou um grupo de dez correspondentes em três continentes para decidir as pautas mais relevantes do dia para o telespectador. Já participou de treinamentos e cursos no exterior, passou em zonas de guerra na Cisjordânia, Faixa de Gaza, fronteiras da Síria, Líbano, além da Jordânia e Egito. Atualmente estuda Mídias e Marketing Digital na pós-graduação da ESPM. Acredita no trabalho com ética, excelência, profissionalismo e no bom jornalismo. O futuro é o que estamos realizando agora.

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