Vale a pena investir em Bitcoin?

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A resposta para a pergunta “Vale a pena investir em Bitcoin?”, depende de algumas questões básicas que quero te explicar neste artigo. O primeiro grande ponto para entender se vale ou não investir em Bitcoin é saber: o que é está criptomoeda?



Embora somente nos últimos anos a maioria das pessoas tenha descoberto o que é Bitcoin, a criptomoeda não é uma novidade: ela foi concebida há cerca de 10 anos e, durante todo esse tempo, tem se consolidado como uma alternativa livre e independente para comprar e vender produtos e serviços, além de ser mais uma opção de investimento.

Em primeiro lugar, é importante saber que o Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada. Ou seja, é uma moeda digital gerida por uma tecnologia chamada blockchain, que não depende de terceiros para funcionar (bancos, corporações ou governos). Criada em 2008 por Satoshi Nakamoto, é a primeira moeda digital a ser apresentada e baseada em uma rede segura chamada blockchain.



Como citado acima, a segurança da criptomoeda está no blockchain, sistema que é composto por blocos digitais seguros que carregam uma transação financeira do BTC (bitcoin). O papel do minerador nessa dinâmica é gerar uma hash, ou seja, uma sequência alfanumérica que representa uma transação financeira e a torna válida. Todas as operações ficam armazenadas na rede, mas sem que as informações das partes se tornem públicas. Além disso, elas não podem ser apagadas, muito menos alteradas. Dessa forma, há a garantia de que uma pessoa só consiga gastar determinado Bitcoin uma única vez, por exemplo.

Com seu pioneirismo no mercado e segurança, o BTC tornou-se também a principal criptomoeda do setor. Prova disso, foi o fechamento do terceiro trimestre deste ano (julho, agosto e setembro) que encerrou o período com o Bitcoin como a moeda com maior valorização, à frente das Bolsas do Brasil e dos EUA, além de ativos como o Dólar e o Ouro. A moeda digital acumulou um crescimento de mais de 22%, seguido pelo Ouro, que obteve uma valorização de cerca de 5% e pelas bolsas, tanto brasileira quanto americana, que praticamente andaram de lado após a rápida recuperação no período pós-covid.

No início da pandemia foi um ativo que, junto com todos os outros investimentos tradicionais, foi atingido pelo coronavírus e teve uma forte queda. Porém, foi a moeda que se recuperou mais rápido. Entendo que a desvalorização se deu pelo desespero das pessoas no início da quarentena, em tirarem seus investimentos para trocar por moeda fiduciária como dólar, real, euro, com o objetivo de pagar as contas básicas, já que não havia precedentes do que estava por vir. Pouco mais de um mês depois da queda, o Bitcoin se recuperou, rapidamente, e essa semana atingiu e ultrapassou seu valor de negociação máximo em real, com a marca histórica de R$70 mil reais.

Agora que você já sabe o que é, como funciona sua segurança, conhece seu histórico de valorização e desempenho no mercado é importante aprender a investir. E como primeiro passo, é necessário você entender como funciona o mercado de criptomoedas.

Um dos maiores problemas que fazem investidores perderem dinheiro é a afobação. Comece a caminhar lentamente nesse mundo, estudando o mercado e procurando compreender como é o seu funcionamento, já que o Bitcoin envolve muita inovação e tecnologia.

Uma diferença que vale ressaltar em relação ao mercado tradicional é seu horário de funcionamento no esquema 24 por 7, ou seja, 24h por dia, 7 dias por semana. Então, você não precisa ficar esperando o banco abrir ou a segunda-feira chegar, pois você tem a facilidade de fazer suas aplicações a qualquer hora do dia e ter sua negociação de compra e venda realizada, desde que ache vantajoso de acordo com o valor do Bitcoin naquele momento.

Também é importante entender a volatilidade das criptomoedas para começar a investir, já que este é um dos fatores que preocupa muitos investidores que desejam iniciar neste mercado. A volatilidade do ativo se dá pelo seu limite de emissões, ou seja, pela sua escassez no mercado e alta procura. O Halving, evento do setor que acontece de quatro em quatro anos, é programado para reduzir pela metade a emissão dos ativos novos no mercado. Então, com o passar dos anos, a tendência é ter menos bitcoins sendo emitidos, mas por outro lado, ter o aumento da demanda, procura pelo BTC.

Outra dica valiosa é a de não apostar somente quando a moeda está em alta. O ideal é sempre “comprarmos no boato e vendermos no fato”. Ou seja, quando o Bitcoin sobe, é natural que o interesse aumente muito neste momento. No entanto, quando a moeda está em alta a concorrência aumenta e o valor da oferta também. Então, para ter um bom custo-benefício, é preciso entender que os momentos de baixa também são uma ótima oportunidade para ter ganhos relevantes a longo prazo. Esse tipo de pensamento é um dos pontos que separa os bons investidores dos que ainda são amadores.

Diversificação de sua carteira de investimentos também é importante e nunca, jamais, coloque todo o seu patrimônio em um só lugar ou todo em aplicações. O ideal é que você use seus investimentos como uma reserva de valor. Entenda que em qualquer aplicação, não só em Bitcoins ou criptomoedas, o risco existe. Porém, para minimizar a chance de perder dinheiro, é necessário ter cautela, estudar sobre o mercado, saber analisar gráficos e começar investindo aos poucos.

Por fim e não menos importante, conheça as corretoras que você colocará seu dinheiro, já que são elas que serão sua carteira virtual e estarão com seu dinheiro sob custódia. Procure saber sua reputação, quem está por trás, investimento que faz em tecnologia e segurança, como funcionam suas taxas e seu histórico no setor. Elas fazem toda a interface do investidor com o mercado e é preciso contar com uma empresa que seja parceira, que tenha uma boa reputação e ofereça um bom suporte ao cliente.

Agora você conseguiu ter um panorama geral se vale a pena ou não investir em Bitcoin? No próximo texto, trarei para você os motivos pelo qual o Bitcoin vale tanto.

NOTA: As opiniões expressas aqui são as do autor e não representam ou refletem necessariamente as opiniões do BeInCrypto e de seus editores.

Esse artigo foi escrito por Daniel Coquieri, 38 anos, é um empreendedor com bastante experiência no setor de tecnologia, lançou seu primeiro negócio digital em 2006, uma empresa de jogos digitais chamada O2 Games. Em 2012, fundou a startup EzLike, uma plataforma para otimizar os resultados de anúncios no Facebook. Três anos depois, a EzLike foi vendida para o grupo americano Gravity4. Em seguida, Daniel passou a realizar investimentos anjo em startups brasileiras.
Em 2017, criou a BitcoinTrade, corretora especializada no mercado brasileiro de criptomoedas com seu sócio Carlos André Montenegro. Desde então, Daniel é o responsável por toda a operação da BitcoinTrade e cuida das áreas de marketing, desenvolvimento de produtos e relacionamento com clientes. Atualmente contribui para o BeInCrypto como colunista.

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Daniel Coquieri é COO e cofundador da BitcoinTrade, corretora especializada no mercado brasileiro de criptomoedas. A exchange foi fundada em 2017 com seu sócio Carlos André Montenegro. Desde então, Daniel é o responsável por toda a operação da BitcoinTrade e cuida das áreas de marketing, desenvolvimento de produtos e relacionamento com clientes.

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