Vale a pena investir em dólar por meio de criptomoedas estáveis?

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EM RESUMO
  • Fraqueza do real e Selic baixa fazem brasileiros correrem para o dólar

  • Analistas veem cenário ruim para 2021

  • Criptomoedas estáveis podem ser opção viável?

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O dólar se recusa a cair perante o real apesar do otimismo com novas vacinas e a recuperação econômica. Com desvalorização de cerca de 40% no ano, a moeda brasileira empurra investidores para o dólar. No entanto, a criptomoedas estáveis (stablecoins) também pode surgir como alternativa.



O dólar chegou a recuar nos últimos dias após forte subida na semana anterior. No entanto, a cotação nunca chegou a cair para menos de R$ 5,30. Segundo analistas de macroeconomia do banco Safra, o dólar deverá permanecer no patamar de R$ 5,35 e R$ 5,45 até em 2021. 

A queda do real coincide com o recuo da Selic, que está no menor patamar histórico. Com isso, investimentos de menor risco como poupança e renda fixa perdem força. O cenário, dessa maneira, impõe uma readequação especialmente para o investidor menos propenso ao risco.



A compra de dólar na forma de moedas digitais estáveis pode ser alternativa. Nadia Alvarez, representante de desenvolvimento de negócios da Maker Foundation, emissora da stablecoin DAI, explica que esse tipo de ativo podem ser uma boa saída para o investidor mais cauteloso.

Como nas finanças tradicionais, os investimentos em criptografia também tem um perfil de risco associado. Investir no DAI é uma forma de proteger nosso dinheiro da desvalorização do Real. Ele é recomendado para um perfil de baixo risco. 

Nadia Alvarez, da Maker Foundation

Ao BeInCrypto, Alvarez explica que o investimento em moedas estáveis, dessa maneira, pode ser opção menos volátil do que criptomoedas mais conhecidas.

Investir em ativos cripto assets como Bitcoin ou Ethereum é um investimento mais arriscado, devido à flutuação de seu valor. Para isso, é preciso estar atento ao mercado para saber o melhor momento para comprar ou vender.

Nadia Alvarez, da Maker Foundation

Stablecoins pareadas em dólar

Criptomoedas estáveis são moedas digitais que, ao contrário do bitcoin ou do ethereum, têm seu preço espelhado em um ativo de fundo. No caso das stablecoins pareadas com o dólar, a cripto busca sempre o alvo de US$ 1, independentemente das dinâmicas de mercado.

A maior delas é a Tether (USDT). Emitida pela exchange Bitfinex, a criptomoeda é negociada em corretoras com a equivalência 1:1 com o dólar americano. Além disso, os controladores do projeto prometem há US$ 1 depositado em banco para para cada USDT no mercado. A alegação, no entanto, é contestada.

Outra famosa stablecoin é a DAI, que adota um modelo diferente. Ela é emitida pela MakerDAO, projeto descentralizado que utiliza incentivos diferente para evitar flutuação além do alvo de US$ 1. Segundo os criadores, os ativos depositados como garantia para emissão da moeda valem sempre mais do que a moeda emitida. 

Criptomoedas estáveis são mais fáceis de comprar

Uma criptomoeda estável como o USDT, USDC ou DAI permite, na prática, comprar qualquer quantidade de dólar em reais pelo celular. O consumidor não precisa se dirigir a uma casa de câmbio nem se preocupar em guardar dinheiro vivo consigo. 

Também não é preciso desembolsar taxas comuns de bancos que operam dólar. A taxa de conversão entre real e uma moeda digital pareada com o dólar também costuma ser próxima do câmbio comercial. 

Além disso, não há valores mínimos ou máximos de compra. O consumidor precisa apenas ficar atento com a eventual tributação via IRPF. Segundo a Receita Federal, brasileiros não precisam declarar compra de criptomoedas até um teto de R$ 30 anuais.

É preciso lembrar ainda que stablecoins podem ser transferidas a qualquer hora do dia e entre pessoas em qualquer lugar do mundo, desde que usem uma carteira do mesmo tipo. Nesse sentido, possuir uma stablecoin apresenta até mesmo vantagem com relação ao Pix, que só funciona em reais e entre instituições cadastradas junto ao Banco Central.

Acesso a finanças descentralizadas (DeFi)

Outro ponto positivo das stablecoins é a possibilidade de escalar o investimento para apostas de maior risco. Dependendo da evolução do investidor, é possível usar os mesmos ativos para entrar no mundo das finanças descentralizadas (DeFi).

Nesse meio, a USDC e a DAI surgem como as principais criptomoedas estáveis usadas em pools de liquidez que oferecem rendimentos permanentes. É preciso, no entanto, ficar atento ao traiçoeiro mundo DeFi: além da alta volatilidade, não são raros os casos de hacks e fraudes.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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