Valor do bitcoin está errado se ouro vale US$ 7 trilhões, diz bilionário Paul Tudor Jones

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EM RESUMO
  • Investidor Paul Tudor Jones começou a defender bitcoin em 2020.

  • Em entrevista, ele explica por que acha que o valor de mercado da criptomoeda está errado.

  • Bilionário compara criptomoedas a mercado acionário de internet de 1999.

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Investidor Paul Tudor Jones passou a defender bitcoin em 2020. Em entrevista, ele explica por que acha que o valor de mercado do BTC está errado e compara criptomoedas a mercado acionário de internet de 1999.



O megainvestidor Paul Tudor Jones saiu mais uma vez em defesa do bitcoin. Em entrevista ao Yahoo Finance na última quinta-feira (3), o bilionário disse que o valor de mercado de US$ 500 milhões da criptomoeda está errado em um mundo onde o ouro vale US$ 7 trilhões. Ele também menciona as capitalizações muito superiores do mercado acionário e de moedas fiduciárias.

A tese de que o valor de mercado bitcoin é baixo demais ganha força entre investidores. A ideia passa pela noção de que a criptomoeda é uma reserva de valor. A seu favor está a descentralização, a escassez e a maior facilidade de movimentação em relação ao ouro, por exemplo.



No entanto, para ser uma reserva de verdade, o valor de mercado teria que ser muito maior. Reservas de países, por exemplo, são muito maiores do que o preço de todos os bitcoins do mundo somados hoje. Daí surge a projeção de que uma unidade do BTC poderá valer centenas de milhares de dólares.

Com uma capitação de US$ 500 bilhões, é um valor de mercado errado em um mundo onde você tem US$ 90 trilhões em ações. E vai saber quantos trilhões em moedas fiduciárias. É o valor de mercado errado, por exemplo, em relação ao ouro, que vale US$ 8 ou US$ 9 trilhões. 

Dinheiro pode acabar e todos vão usar criptomoedas dentro de 20 anos, diz Paul Tudor Jones

Jones também falou sobre o que esperar daqui a 20 anos no mercado cripto. Hoje, o investidor diz que o bitcoin o lembra do mercado de ações de empresas de internet  em 1999. Naquela época, ele diz que a internet estava na infância e ninguém conseguia valorizá-la direito devido ao mundo de possibilidades que oferecia.

Provavelmente dentro de 20 anos, todos nós vamos estar usando algum tipo de moeda digital. Elas vão ser usadas por todas as nações, que também podem ter sua própria moeda digital. [As criptomoedas] vão ser muito comuns. E o dinheiro físico poderá ter chegado ao fim.

Para Jones, apesar de ser impossível prever o futuro, é possível afirmar que existe a possibilidade de o bitcoin estar mais sólido nesse novo mundo. Embora não se saiba o papel que BTC, ETH, USDT e outras criptos fortes hoje terão, é provável que o caminho seja de alta até lá.

O cenário cripto, na sua visão, poderá espelhar o complexo dos metais preciosos. O bitcoin seria como o ouro e outras criptos mais transacionais, junto com CBDCs, seriam secundárias, porém úteis, como cobre, platina, paládio e o alumínio. 

Se eu tiver que tomar uma decisão, vou escolher a marca, que é o bitcoin. Vou presumir ele que está no preço errado dadas as possibilidades que tem. Vou presumir que o caminho a partir daqui é para cima. Eu acho que as criptomoedas terão altos e baixos absurdos ao longo do caminho, mas o bitcoin em particular estará muito mais sólido em 20 anos.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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