Vírus minerador de criptomoedas que explora falhas do Linux tem Brasil na mira

Compartilhar Artigo
EM RESUMO
  • Um novo malware chamado 'FreakOut' acaba de ser detectado.

  • A ameaça explora vulnerabilidades do sistema operacional Linux para infectar computadores.

  • O vírus instala de forma oculta nas máquinas das vítimas um trojan minerador de criptomoedas.

  • promo

    Estamos compartilhando informação no nosso grupo de Telegram , siga-nos! E obtenha sinais de trading e análise de criptomoedas diariamente!

The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

Foi descoberto um novo vírus ‘cryptojacking’ que infecta computadores para minerar criptomoedas de forma oculta e sem consentimento do usuário.



A ameaça foi divulgada nesta terça-feira (19) pela Check Point Research e mostra que o público atingido são os usuários do sistema operacional Linux.

O novo malware apelidado de ‘FreakOut’ explora vulnerabilidades em softwares desatualizados específicos do Linux, como por exemplo o TerraMaster TOS, Zend Framework e o Portal Liferay.



Cryptojacking

O objetivo do FreakOut é infectar as máquinas de tal forma que consiga injetar comandos no sistema operacional e instalar, de forma oculta, um programa de mineração de criptomoedas.

A mineração de criptomoedas acontece através do trojan Xmrig, que uma vez instalado na máquina, faz a mineração de Monero e repassa as recompensas aos hackers.

Fluxo de ataque do malware ‘FreakOut’. Fonte: Check Point Research

De acordo com os pesquisadores da Check Point, há evidências de que o servidor principal da campanha começou a operar em novembro de 2020 e possui cerca de 185 computadores hackeados com sucesso.

Além disso, eles detectavam entre os dias 8 e 13 de janeiro, outras 380 tentativas de ataques bloqueadas.

De acordo com a Check Point, os ataques acontecem em máquinas do mundo todo, com os EUA na liderança. Além disso, o Brasil também é um alvo frequente e está na sexta posição de país mais atingido.

Conforme a pesquisa, os usuários comuns não são as únicas vítimas. Alguns setores da indústria mais visados ​​foram finanças (26%), governo (23%) e organizações de saúde (19%). De acordo com a pesquisa, os ataques seguem acontecendo:

“O ator da ameaça por trás do ataque, denominado “Freak”, conseguiu infectar muitos dispositivos em um curto período de tempo. […] Essa campanha contínua pode se espalhar rapidamente, como vimos.”

O hacker “Freak” pode estar atuando desde 2015. De acordo com a pesquisa, ele vendia bots maliciosos, muito parecidos com o “FreakOut”, por bitcoin em fóruns de hackers.

FreakOut

O vírus não é apenas um minerador de criptomoedas. A ideia dos hackers é criar um botnet IRC, ou seja, uma coleção de máquinas infectadas e controladas de forma remota. Dessa forma, os invasores as utilizam para diversas atividades maliciosas, como por exemplo, executar ataques DDoS.

O malware também consegue coletar informações e arquivos da máquina, fazer varreduras de portas, criar e enviar pacotes de dados.

Por fim, os analistas aconselham aos usuários Linux que verifiquem e atualizem seus programas para evitar ser vítima do FreakOut.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.
Share Article

Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

SEGUIR O AUTOR

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá