Vírus que minera criptomoedas é o mais perigoso do Brasil em 2021

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EM RESUMO
  • Levantamento da Check Point mostra ranking de malwares mais perigosos do Brasil e do mundo.

  • Principal ameaça no Brasil é vírus que minera criptomoeda Monero.

  • Ativo valorizou mais de 300% no último ano.

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Malware que força mineração da criptomoeda de privacidade Monero foi o que mais afetou computadores no país nos primeiros meses do ano.



Um vírus que força o computador da vítima a minerar criptomoedas foi o que mais afetou brasileiros em janeiro e fevereiro de 2021. Segundo um levantamento da Check Point compartilhado com a imprensa, o malware XMRig atingiu 7,04% de organizações no Brasil, o maior percentual entre todas as ameaças.

Velho conhecido de especialistas em segurança, o XMRig é um malware de código aberto que existe desde 2017. Ele costuma sempre aparecer nas listas de mais comuns no Brasil e no mundo, mas não necessariamente no primeiro lugar.



Ele é especializado na mineração da criptomoeda Monero, que oferece mais privacidade do que o Bitcoin e outros criptoativos por embaralhar os valores entre carteiras da rede para evitar rastreamento.

Empresas como a Chainalysis, por exemplo, que trabalha junto a governos para buscar ativos de criminosos e pediu registro no Brasil, ainda não conseguiu decifrar a tecnologia da Monero.

O XMRig, no entanto, não costuma colocar em risco os dados das vítimas. Sua atuação se restringe ao uso do processamento da máquina para integrar uma rede de mineração. Do lado do usuário, o prejuízo costuma ser em energia elétrica e desgaste dos componentes do PC.

Monero é queridinha dos hackers

As características da moeda a tornam uma das preferidas de criminosos. No entanto, o ativo também é alvo de traders em busca de lucro. Segundo dado do Coingecko, a Monero já acumula valorização de quase 40% nos últimos 30 dias e mais de 300% em um ano.

No mundo, o XMRig atingiu 3,08% dos computadores empresariais, atrás somente do Trickbot, que havia sido apenas o quarto colocado em 2020. O atual líder global em infecções opera principalmente na infiltração de sistemas para, depois, entregar uma carga maliciosa adicional.

Ele pode, por exemplo, infectar alvos como um ransomware, vírus que sequestra os dados da vítima e só libera mediante o pagamento de resgate, normalmente em criptomoedas.

Veja o ranking completo de malwares mais populares no Brasil e no mundo em fevereiro de 2021, segundo a Check Point.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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