Visa aposta em dólar digital, sugere nova patente

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EM RESUMO
  • Emissora indica ser a favor de criptomoeda com lastro em fiduciária

  • Documento sugere modelo parecido com Tether

  • Rede, no entanto, teria controle como o yuan digital

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A Visa parece apostar em uma versão digital do dólar. Uma nova patente submetida pela emissora de cartões ao Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (USPTO) menciona uma blockchain destinada a uma “moeda fiduciária digital”.



O documento publicado pela autoridade dos EUA menciona as vantagens das criptomoedas frente as moedas tradicionais. Entre elas está a inviolabilidade dos registros. “Incorporações dessa invenção [criptomoedas] resolvem várias questões, tanto no âmbito individual como no coletivo”, diz o pedido.

Os detalhes dão a entender que a empresa visualiza uma moeda nacional que roda em blockchain. Apesar da tecnologia descentralizada para confirmações, ela manteria, no entanto, uma autoridade de controle central. A novidade corrobora com um rumor no começo do ano. Em janeiro, especulou-se que o governo americano estaria considerando a digitalização do dólar.



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Dólar x Yuan digital

A ideia de um dólar digital bebe na fonte, de certa maneira, da solução chinesa. Com o yuan digital, o governo da China pretende facilitar a circulação da moeda pela internet de maneira confiável via blockchain. No entanto, as autoridades mantêm o controle total da rede.

Em um evento do banco JP Morgan, o CEO da Visa, Alfred Kelly, defendeu a adoção de criptomoedas. Para ele, elas podem ser usadas em conjunto com moedas nacionais.

Eu acho que [moedas digitais lastreadas por fiduciárias] são reais — são uma possível tecnologia de pagamentos emergentes que podem ser bem interessantes. E por terem relação com essas, apoiamos o caso [de uso] das moedas digitais. Na verdade, achamos que moedas digitais poderiam ser acrescentadas ao ecossistema de pagamentos em vez de serem um tipo de substituição ou aspecto negativo.

Baseada no Ethereum?

A patente menciona largamente o Ethereum, levantando a possibilidade do uso da plataforma como base para digitalização do dólar. A rede na qual funciona o ETH é, atualmente, uma das principais para criação de tokens de usos múltiplos.

O padrão ERC-20, por exemplo, foi o adotado recentemente pelo Reddit no teste de duas novas moedas de recompensa para usuários. A Visa, entretanto, sugere algo nos moldes do Tether: para cada dólar digital, haveria um dólar no sistema financeiro. A diferença, no caso, estaria na submissão ao governo central.

O documento ainda reforça a importância de existência conjunta entre moedas tradicionais e criptomoedas. De um lado, o dinheiro convencional garantiria a regulação e o acesso mesmo a qual não está na internet. Enquanto isso, ativos em blockchain serviriam para acelerar transferências sem a necessidade de bancos para garantir confiança.

Não é prático que governos convertam completamente seus sistemas de moedas fiduciárias para criptomoedas, já que criptomoedas devem ser usadas com dispositivos eletrônicos. Parte da população de um país pode não possuir dispositivos eletrônicos, então uma conversão completa de fiduciárias para criptomoedas não é algo prático.

Por enquanto, ainda não se sabe se a patente resultará em um projeto real de blockchain da Visa.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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