Visa planeja cartão que faz conversão direta de criptomoedas para dinheiro

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EM RESUMO
  • Visa prepara conversão automática de cripto para dinheiro diretamente no cartão.

  • CEO da empresa também menciona possibilidade de compra de Bitcoin online no débito.

  • Empresa diz que quer "movimentar dinheiro" para o setor cripto.

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CEO da Visa confirma planos da empresa para “movimentar dinheiro” do setor de criptomoedas.



A Visa prepara uma nova funcionalidade para converter criptomoedas em dinheiro automaticamente ao utilizar seus cartões. Segundo o CEO global da companhia, Al Kelly, a ideia é permitir que os clientes possam usar Bitcoin e outros criptoativos facilmente para comprar em mais de 70 milhões de estabelecimentos em todo o mundo.

Em entrevista ao podcast americano Leadership Next, o executivo reforçou que a Visa deve entrar com tudo no mercado das criptomoedas. Além de compras com o cartão, a empresa também estaria planejando liberar compra de Bitcoin por meio de “credenciais Visa”.



Estamos tentando fazer duas coisas. Uma é permitir a compra de bitcoins com credenciais Visa. E, em segundo lugar, trabalhar com carteiras de bitcoin para permitir que o bitcoin seja convertido em uma moeda fiduciária e, portanto, imediatamente possa ser usado em qualquer um dos 70 milhões de lugares ao redor do mundo onde o Visa é aceito.

As credenciais Visa às quais Kelly se refere são o Visa Checkout, método de pagamento disponibilizado em alguns sites de e-commerce que permite pagar com cartão de débito sem a necessidade de intermediação de um banco.

Segundo a empresa, mais de 300 mil locais aceitam o Visa Checkout no Brasil. Em breve, portanto, essa rede poderá incluir exchanges ou bancos que comecem a vender Bitcoin.

Visa quer adotar Bitcoin e altcoins

A Visa vem anunciando planos relacionados a criptomoedas desde 2020, quando confirmou a criação de um novo sistema em blockchain e lançou um cartão com cashback em Bitcoin.

O movimento só se intensificou em 2021. Recentemente, a companhia anunciou uma plataforma para conectar bancos às criptomoedas, na prática permitindo que o sistema bancário opere compra e venda de criptoativos. A solução, inclusive, já é ofertada para bancos digitais brasileiros.

A estratégia da empresa, portanto, difere da rival Mastercard, que já defendeu que moedas digitais de bancos centrais (CDBC) seriam mais benéficas que o Bitcoin. Em fevereiro, a Mastercard anunciou que começaria a processar pagamentos em criptomoedas na sua própria nuvem, mas com preferência para stablecoins.

Na mesma entrevista, o CEO da Visa, Al Kelly, não esconde que o Bitcoin é uma das prioridades. O executivo chamou o Bitcoin de “ouro digital” e disse que posiciona a empresa de modo que, se as criptomoedas decolarem, a Visa irá obter proveito.

Não sei se vamos dizer em cinco anos que foi uma mania, e não foi nada demais, ou se vai virar mainstream. Não sou inteligente para saber isso, mas sou esperto para fazer com que, se estamos no meio disso hoje e realmente decolar, nós estaremos lá para ajudar a movimentar esse dinheiro.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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