Whitepaper do bitcoin completa 12 anos: especialistas analisam o futuro do BTC no Brasil

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EM RESUMO
  • O documento que apresentou o bitcoin ao mundo completa hoje 12 anos

  • Um década depois da sua criação, o bitcoin se consolida como o melhor investimento do ano

  • 5 especialistas de criptomoedas contaram ao BeInCrypto suas expectativas para o futuro do BTC

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Há exatamente 12 anos atrás, Satoshi Nakamoto estava prestes a enviar o e-mail que iria mudar o mundo. No anexo, um documento apresentava muito mais do que uma simples tecnologia. O whitepaper do bitcoin deu vida a uma legítima filosofia, que revolucionou o modo como pessoas se relacionam com o dinheiro no século XXI.



O que muitos achavam ser apenas uma moeda usada por alguns cyberpunks malucos na internet, hoje é o ativo mais cobiçado por investidores do mundo inteiro. Neste sábado, 31 de outubro de 2020, o whitepaper do bitcoin completa 12 anos de existência.

O documento que introduziu o bitcoin foi precursor das mais incríveis inovações, que já há tempos extrapolam o universo financeiro. O blockchain ganhou o mundo e a tecnologia é usada desde o combate à pandemias, até para ajudar movimentos na luta contra governos opressores.



O bitcoin deu vida a centenas de outras criptomoedas. Juntas, elas dão liberdade às pessoas usarem dinheiro sem o controle de bancos ou governos.

2020 é o ano do bitcoin

Esse ano não poderia estar sendo melhor para o bitcoin. Agora em outubro, o criptoativo registrou o maior fechamento semanal em três anos. No Brasil, o bitcoin nunca esteve tão valorizado. Ultrapassamos a máxima histórica de R$ 70 mil reais.

O que marcou o ano de 2020 para o bitcoin foi a vinda de investidores tradicionais ao mundo cripto. A compra de grandes reservas de bitcoin por empresas como a MicroStrategy, Square e Stone Ridge, deu a largada e sinalizou ao mercado que a corrida começou.

 

Aquilo que poderia ser visto como uma aposta arriscada de alguns milionários aventureiros, já traz frutos concretos. A MicroStrategy, que comprou 38,250 BTC em agosto, já lucrou US$ 100 milhões com o investimento.

O maior destaque do último mês, no entanto, foi o anúncio de integração do bitcoin ao PayPal ano que vem. Serão 346 milhões de usuários comuns que provavelmente vão usar bitcoin pela primeira vez na vida.

Bitcoin se populariza cada vez mais

No mundo inteiro, a adoção do bitcoin só cresce. Em países da América Latina e da África, é onde o bitcoin ganha mais força. A criptomoeda se tornou a uma forma da população resistir ao enfraquecimento das moedas fiduciárias nacionais.

A rentabilidade do bitcoin 1.600% superior à da bolsa americana S&P500, não passou despercebida. Cerca de 32 milhões de investidores podem estar prestes a comprar Bitcoin. Isso quer dizer que mais da metade de todos os investidores dos EUA, desejam ter o bitcoin em suas carteiras.

O que o futuro reserva para o bitcoin no Brasil?

Para responder a essa pergunta, o BeInCrypto conversou com especialistas de criptomoedas do Brasil. Eles compartilham abaixo suas expectativas para o futuro do bitcoin no país e no mundo.

  • REINALDO RABELO

Reinaldo Rabelo é CEO da exchange brasileira Mercado Bitcoin e ex-diretor jurídico da B3. Para ele, o mercado cripto do Brasil está atrasado em relação a de outros países. Mas isso não deve nos desmotivar, ao contrário.

“A expectativa é que essa realidade externa estimule mais investimentos locais privados e institucionais no setor. Além de mais apoio dos reguladores para o crescimento competitivo e organizado do mercado, com amadurecimento das exchanges e demais prestadores de serviços. Como em qualquer iniciativa privada, o papel do Estado é garantir uma competição saudável e uma relação equilibrada entre empresas e clientes.”

  • ANDRÉ FRANCO

André Franco é especialista de criptomoedas da Empiricus e autor do livro “Criptomoedas Melhor que Dinheiro”. Segundo ele, o bitcoin já se provou um ativo resiliente. O esperado é que nos próximos anos, a criptomoeda ganhe de vez o seu espaço na carteira dos investidores mais atentos, e menos preconceituosos.

“Aos poucos o mercado tradicional vai entender tudo aquilo que os primeiros adeptos da tecnologia bradam há anos em fóruns de discussões sobre o assunto. Que o bitcoin é uma reserva de valor escassa, verificável e transparente, que muda a lógica do jogo financeiro mundial.”

  • ALEXANDRE VASARHELYI

Alexandre Vasarhelyi é gestor de portfólio da BLP Crypto (braço da gestora BLP Asset). Para ele que trabalha todos os dias na gestão de fundos de criptomoedas, é apenas uma questão de tempo até a adoção mais intensa do bitcoin pelos investidores brasileiros.

“Os investidores institucionais estão começando a considerar a possibilidade de investir no Bitcoin enquanto que para as pessoas físicas isso já é uma realidade. Podemos dizer que o Bitcoin é o primeiro ativo que chegou primeiro no pequeno investidor do que no grande e isso por si só já é uma revolução.”

  • FELIPPE PERCIGO

Felippe Percigo é professor de Finanças Digitais e Blockchain na FAE Centro Universitário. O especialista acredita que com o passar dos anos, o bitcoin se consolidou e deixou de ser visto pelos brasileiros apenas como um jeito fácil de ganhar dinheiro do dia pra noite.

“A minha expectativa para o bitcoin é que ele se institucionalize, que se torne algo regulado e sério. Que mais pessoas invistam e que grandes players do mercado entrem para mostrar que o bitcoin é o futuro de fato. Não é golpe e nem pirâmide. Para mim, as propriedades das moedas do futuro, se assemelham muito ao bitcoin.”

  • NICHOLAS SACCHI

Nicholas Sacchi é economista e especialista em criptomoedas da EXAME Research. Ele acredita que o bitcoin vai se consolidar cada vez mais, e que no Brasil estão surgindo iniciativas interessantes de autorregulação.

“Vejo uma forte tendência de consolidação do bitcoin na próxima década, sendo adotado como um importante instrumento de reserva de valor por gestores de portfólio e macroeconomistas. No Brasil, percebo uma comunidade crescente em torno do ativo, que começa a transbordar conhecimento de alto nível sobre o tema.”

Quando veio ao mundo, o bitcoin valia US$ 0,00076. Doze anos após Satoshi Nakamoto lançar seu whitepaper, o bitcoin já ultrapassa fácil os US$ 13 mil dólares.

Onde estará o bitcoin no futuro ninguém pode saber. Mas o sinal verde do mercado deixou claro que a maior criptomoeda do mundo tem tudo para ter mais 12 anos grandiosos pela frente.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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